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histeriia
25 May 2013 @ 11:12 am
as vezes o que basta é tomar um chocolate quente observando a rua cinza pra entender que o frio é, sim, muito bem-vindo. as vezes, tudo o que eu preciso é ficar 45 minutos lendo um livro na biblioteca da faculdade durante o recesso pra entender que o silêncio precisa habitar partes de mim every now and then.

a nostalgia sempre vai fazer parte de quem eu sou. pra mim, lembrar é mesmo viver.

mas eu também quero lembrar e redescobrir, resignificar as minhas lembranças e paixões. preciso de um pouquinho disso... e quero tanto.
 
 
 
histeriia
28 November 2012 @ 11:06 pm
i wish i could be more the kind of person that people love.

i wish i could laugh out loud, scream when in need to do so and say whatever it is that i'm thinking just because i feel like saying it. i admire those people. yes, me too.​ i think it's great when you are able to give a damn about judgments and be yourself. there's beauty in it.

but as i'm not one of those, i'd like not to be judged by my personality. or at least, don't be judged in so obvious ways. i do have an issue, you know. i'm not sure, i'm not diagnosed, but i think this is an inner problem, something that is deep down my skin (or my dna). so, if you could just pretend you don't notice when i leave the place without saying goodbye. or if you could say goodbye to me just because you REALLY care about it (and not because it's such a delight to make me uncomfortable) i would appreciate it. i would be really thankful. 
 
 
histeriia
12 May 2012 @ 01:31 pm
eu sei que estou fazendo grande parte das coisas erradas. mas eu não sei como torná-las certas.
 
 
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histeriia
25 February 2012 @ 07:58 pm

...tenho apenas duas lembranças, mas ambas bastante vivídas. Um dia na piscina do clube, quando eu tinha uns 6 anos (talvez mais, talvez menos), você fazia exercícios com os braços, puxando e empurrando a água. Você me disse algo sobre "fortalecer os músculos".

Uma outra lembrança me leva pra um dia de sol, talvez um sábado. Andávamos por uma das ruas do centro de Pinda, entre o mercado municipal e a estação do bondinho que vai a Campos. De novo, acho que eu tinha por volta dos 6 anos. Tagarelava feliz da vida; sabia que era raro ter a sua companhia bem ali, na cidade onde eu morava, por aquelas ruas tão familiares. Você tinha um palitinho de dentes no canto da boca e ficava mastigando uma das pontas sem parar. Eu não entendia, então perguntei.

- Vô, porque você fica comendo um palito?
- Pra não ficar falando tanto que nem você.

Faz tanto tempo e, agora que escrevi, parece uma lembrança um tanto crua e boba. Mas a verdade é que a sua saúde e o meu temperamento não ajudaram... Conversar passou a ser olhar, gesticular e, raras vezes, tocar. Eu nunca mais tagarelei. E você nunca mais teve a intimidade de me dizer umas palavras mais amargas do que doces.

Mas nesse último natal eu apertei sua mão enquanto posávamos pra uma das muitas fotos. E uma bobeira assim me faz sentir mais perto de você...

Agora, mesmo sem palavras, eu sinto que é amargo. Mas doce ao mesmo tempo...



   Em algum lugar mais tranqüilo pra você.